"A crise é, antes de tudo, o resultado de uma derrapagem demagógica, oportunista, irresponsável e, em certos casos, criminosa, das finanças públicas dos Estados , agravada pelo conluio entre certos políticos e os bancos privados.
O foco, agora, tem que ser a reconstrução do tecido económico, guiada pela preocupação de criar emprego.
As políticas de emprego não passam pela redução de salários nem pela liberalização dos despedimentos.
Ao ouvir certos dirigentes europeus, dir-se-ia que o modelo de economia e das relações laborais que têm na cabeça é o do Bangladesh: salários incompatíveis com o custo de vida e precariedade absoluta."
VÍCTOR ÂNGELO
(Fevereiro, 2012)