MALTA

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

GUILHERME DE AQUITÂNIA, TROVADOR


Farai un vers de dreit nien:
non er de mi ni d´autra gen,
non er d´amor ni de joven,
ni de ren au,
qu´enans fo trobatz en durmen
sobre chevau.



No sai en qual hora ´m fui natz,
no sui alegres ni iratz,
no sui estranhs ni sui privatz,
ni no´n puesc au,
qu´enaissi fui de nueitz fadatz
sobr´un pueg au.


No sai quora ´m sui endurmitz
ni quora ´m velh, s´om no m´o ditz;
per pauc no m´es lo cor partitz
d´un dol corau,
e no m´o pretz una fromitz,
per Sanh Marsau!



Malautz sui e tremi murir
e ren no´n sai mas quan n´aug dir;
metge querrai al mieu albir,
e no ´n sai tau;
bos metges er, si´m pot guerir,
mas ja nos, si amau.


Amigu´ai ieu, no sai qui s´es,
qu´anc no la vi, si m´ajut fes;
ni´m fes que´m plassa ni que´m pes,
ni no m´en cau,
quánc non ac Norman ni Frances
dins mon ostau.



Anc no la vi et am la fort,
anc no´n aic dreit ni no´m fes tort;
quan non la vei, be m´en deport;
no´m pretz un jau;
qu´ie´n sai gensor e belazor,
e que mais vau.



No sai lo luec ves on s´esta,
si es en pueg ho es en pla;
nos aus dire lo tort que m´a,
abans m´ en cau;
e peza ´m be quar sai re
per aitan vau.


Fag ai lo vers, no sai de cui;
e trametrai lo a celui
que lo´m trametra per autrui
lai ves Anjau,
que ´m tramezes del sieu estiu
la contraclau.




Guilherme IX da Aquitânia nasceu em 1071 e morreu em 1126, na cidade de Poitiers.

A sua vida foi tumultuosa, como geralmente o eram as dos nobres da época.

Homem livre e com ideias próprias,além de grande admirador das mulheres, sofreu a excomunhão de Roma, como também não é surpreendente.

Foi avô da muito famosa Leonor da Aquitânia, raínha de França e ,depois, de Inglaterra.

Foi , de igual modo, um poeta de altíssima qualidade.

Dos seus poemas, só onze nos chegaram : um deles aí está para vossa apreciação, no idioma original do Languedoc.

Este poema é de grande modernidade, mesmo para a actualidade, pelo sem -sentido que apresenta.

Foi, aliás, nesta região livre e culta que se enraízaram os cátaros, tão barbaramente esmagados pela Igreja na primeira cruzada feita na Europa e contra pessoas da mesma fé.

Para quem se interessar pela sua obra, indico:


- " Guilherme IX da Aquitânia
POESIA "

Editora Assírio e Alvim
(primeira imagem acima)

e

"GUILLAUME IX D´AQUITAINE

Las Cansos del Coms de Peitieus"

Brice Duisit
(segunda imagem acima)
Espero que apreciem.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

PAZ ! PAZ ! PAZ !







Correspondendo ao apelo de MARIZ ( http://soupoeluz.blogspot.com/), estimada Companheira no Caminho da vida e também na Net, solidarizo-me com a sua generosa campanha a favor da paz na terra mártir da Palestina e de Israel.


Peço a Deus, a Alá, à Entidade Suprema em que acredito, paz e amor para que acabe uma guerra sem sentido e para que as pessoas dessa região consigam viver sem sobressaltos nem medo!


Convido-vos , agradecendo, desde já, a aderirem a esta causa - engrossando a corrente !

Basta colocar no vosso blogue a imagem acima e escreverem umas palavras sobre o tema, passando a palavra.
SALAAM ALEIKUM !!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

UM ANO DE VIDA




Começámos há doze meses esta caminhada.

Pelo vosso apoio, pela vossa presença, pelos vossos comentários , a minha enorme gratidão!
Para vós, simbolizando a sinceridade com que vos acolho, aí vos deixo como humilde oferta essa flor.

Bem hajam!

sábado, 10 de janeiro de 2009

"PEQUENO TESTAMENTO"




Meu caminho de rosas, que não tive,

Lego-te em testamento aos naufragados:

Sem veludo nos pés é como vive

Quem quer deixar os passos desenhados.



MIGUEL TORGA

(Coimbra, 28/10/1948)


NOTA:

Para apreciarem mais fotos e textos de Maria Clarinda, a quem agradeço a foto, eis o endereço

domingo, 4 de janeiro de 2009

" A AMIZADE"







Incompatível com a amizade é também a necessidade de exclusividade.


A amizade é aberta, livre, serena. Mas a nova amizade não nos deve fazer esquecer as antigas.


O sentimento de exclusão e a dor de se ser posto de lado, são compreensíveis e admissíveis. Não se relacionam com o poder, não surgem de uma imaginação doentia como o ciúme. Se isso acontece, algo não vai bem : não da minha parte, mas de quem pratica o afastamento. O meu ressentimento é apenas a resposta alarmada a um comportamento injusto e que coloca em risco a nossa amizade.


A amizade é um caminhar em conjunto na viagem da vida, lado a lado, lealmente!



FRANCESCO ALBERONI