MALTA

MALTA

sexta-feira, 12 de março de 2010

"CARTA"

Ivonete,
Escuta, amiga,
É demasiado aguda
A angústia gerada
Nos caminhos abertos
Do Sol
Pelas sombras
Que fazem diluir
Cinza e dor
Nos veios de água
Cuja limpidez
Nos cruza e descobre,
Para que
As gaivotas pairem
Sempre alto.

Na margem
De cada espelho
Se embosca
Alheia
Ao remorso,
A amarga beleza
Desta coragem
De olhar
A morte
Nos próprios olhos.

SÃO BANZA
(Abril, 1991)

46 comentários:

  1. Será um estado de exagerada ansiedade, ou um olhar sobre as banalidades e frivolidades da vida?

    Gostei "desta coragem".

    Desejo-lhe um fim de semana.

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  2. Na altura esra um desencanto muito angustiado.

    Noite serena.

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  3. São, querida amiga...Senti nas palavras toda a angústia inserida no contexto. Mas também a admiração pela coragem e fortaleza desta amiga a quem dirigiu a carta. E a sua solidariedade de coração sincero.


    Carinhoso beijo e bom fim de semana, querida.

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  4. Carta linda , com palavras profundas e fortes!beijos,lindo dia!chica

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  5. Obrigada, minha amiga.

    Bem haja, DESNUDA!

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  6. Agradeço e retribuo, zogia.

    Bom fim de semana.

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  7. É bem bonito, este seu poema!

    Obrigado também pela sua visita ao meu blog de astronomia.

    Bjs

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  8. a morte....
    nos olhos

    nossos, deles...

    as gaivotas... continuarão a voar...

    abrazo serrano

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  9. Um Poema de Coragem!
    Muito bonito.
    Abraço

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  10. Quando não temos saída, não há outra solução senão a coragem.

    Bem hajas!

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  11. Mi muy querida Sao.

    Te admiro como escritora y como persona.

    Eres alguien muy especial.

    Un beso

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  12. Forte, amiga. E belo! :) Boa semana, fica bem.

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  13. Olá Sáo, forte poema...Espectacular....
    Beijos

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  14. Uma carta em forma de poema, forte, que, a mim, transmite angústica revestida dum certo desalento...
    "olhar a morte nos próprios olhos" parece-me a solução óbvia de quem não quer, ou não pode, lutar mais.

    Lindo, de qualquer modo!

    Abracinho, nena.
    Mariazita

    Évora estava cheia de turistas! Nunca vi a cidade com tanta gente!!!
    Mas não me impediram de a apreciar como sempre :))) - e como merece!

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  15. Salvé amiga!
    Um texto lindo e tocante.
    Tive muito prazer em a conhecer..finalmente!

    Vim desejar que este tempo de renovação seja o portão anual onde cada um promove a mudança dentro de si.
    Deixo um frasquinho com óleo de jasmim e um ramo de oliveira como promessa que nos foi dada para um mundo novo.
    Espero que faça parte dele.

    Abraço meu sentido
    Ternamente

    Mariz

    ESPAVO!

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  16. Muito lindos e sentidos estes versos.
    Gostei particularmente da "coragem de olhar a morte nos próprios olhos".
    Beijinhos.
    Branca

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  17. Olá!
    Quem é que, em sã consciência pode encarar a morte de frente, sem temer o desconhecido? Acredito que somente aqueles que têm puro o coração. Muito bom este poema. Fez-me refletir bastante.
    Até...

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  18. *
    que força é essa,
    que força é essa,
    que trazes no peito,
    que só te faz obedecer . . .
    (sérgio)
    ,
    conchinhas
    sem espelhos,
    ,
    *

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  19. Sãozinha!!!
    que lindas as postagens, tão cheias de sensibilidade e poesia, tão cheia de sentimento esta carta. Adorei a postagem anterior, magnífico texto.

    Tenho de dar um tempo no blog porque não estou conseguindo tempo para postar os comentários, tão logo der volto.
    Beijos no coração e fique bem.
    Cleo

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  20. Imagino o canto maternal das baleias
    Como doce e sentida balada
    Imagino um beijo na procura
    De uma fugidia criatura amada

    Um domador de ventos e tempestades
    Uma viagem de aventuras repleta
    Serei eu um herói de comédia de enganos?
    Ou apenas um pobre e louco poeta

    Boa semana

    Doce beijo

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  21. Olho com determinação as pessoas nos olhos. À morte, ainda não tive uma experiência que pudesse afirmar «Estou aqui. Queres alguma coisinha da minha pessoa ou estás só a experimentar-me?»

    Belo e sentido poema.

    Abraço amigo. E um sorriso para esconjurar a ceifeira.

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  22. Muchissimas gracias, meu estimado RICARDO. Podes crer que também te aprecio muito. meu amigo.

    Besos.

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  23. Que bom teres apreciado. CHANA!

    Fica bem

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  24. Foi uma época muito difícil, nena, que não desejo rigorosamente a quem quer que seja!

    E tiraste fotos ? Eu estou desejando lá ir, rrss

    Beijinhos, MARIAZITA.

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  25. já tinha aqui passdo num instante de pc livre...
    olhei-te e... lembrei-me do joão! saí, sem dizer nada
    uma carta triste, desalentada e cheia de "coragem"?
    sim, será isso!
    beijinhos, xará

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  26. Também gostas da morte, né?
    É intrigante, por isso mesmo,
    sedutora...
    "... sombras que fazem diluir cinza e dor"
    às vezes sinto isso...
    "tava tudo cinza lá no céu
    a noite dispara um frio
    um fio de pensamento
    corre as ruas da cidade
    com as pernas da minha saudade"
    (Toninho Borbo)
    \0/

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  27. Minha querida, quando nada nos resta, que remédio senão termos "coragem", não é?

    E nem sei como a minha prima e o marido estão, porque não têm respondido aosmeus contactos.

    Um graterno e grande abraço, xará!

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  28. DE ACORDO COM
    A morte não me assusta, sabes? O sofrimento seja de que espécie for, esse aterroriza-me.
    Um grande abraço.

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  29. Gosto de como mesmo profundos, seus poemas não me são violentos.
    É tudo tão belo...*.*
    Bom final de semana, querida

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  30. è bom que alguém tão jovem quanto você tenha tamanha compreensão.

    Bem haja. minha linda.

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  31. Saúdo alegremente o seu regresso a esta casa!

    Claro que aceitarei esse seu convite, que muito me honra.

    Que o seu caminhop seja sempre de luz,

    Abraço-a com carinho, MARIZ.

    NAMASTÉ.

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  32. Minha querida BRANCA, quando tudo se cerra sobre nós e nos vemos encurraladas...só nos resta a "coragem" e nada mais.

    Bem hajas!

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  33. Bem Vindo, JOão PoETA!

    A morte para quem viveu ( ou tentou viver) sem prejudicar deliberadamente ninguém , nãi é assustadora.

    A mim, o que me apavora é o sofrimento e a dependência.

    Tudo de bom.

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  34. Meu amigo POETA, por vezes nem força há...

    Beijinhos

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  35. Querida CLEO, obrigada pela generosidade.

    E fico esperando , então, seu regresso o mais rápido possível.

    Bem haja!

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  36. Gosto imenso da tua poesia, PROFETA.
    Mas não gosto que não comentes o que aqui coloco.

    Um abarço.

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  37. Que nunca tenha a ocasião de o experimentar, ALBERTO. Sinceramente.

    Um abraço de gratidão.

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  38. Uma carta: um poema.
    Um canto à dor.
    Num veio de esperança, que causa enlevo, desde um olhar no tempo. Angustia que dilacera.

    Gostei, mas senti a angustia... se percebe!

    Um forte abraço, querida amiga

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  39. Não espanta que alguém com a tua sensibilidade sinta a angústia aquilo que foi escrito num dos períodos mais complicados da minha vida.

    Bem hajas, amigo!

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  40. devem estarr de rastos, certamente
    ninguém esquece, nem "passa"...
    que pena não haver qualquer ligação, nem com o carlos?
    as coisas foram mais profundas do que se fez constar, pelo menos segundo outras fontes
    (terá sido o c. a mandar acabar tudo)
    em paz, sempre, muita paz
    para todos os que ainda por cá andamos
    beijinhos grandes

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  41. Não, ligação nenhuma, querida!

    O jovem veio a casa do primo, mas não visitou ninguém mais....

    Se for possível , gostaria de saber mais.

    Uma doce Páscoa para ti e para os teus, xará querida.

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