segunda-feira, 25 de novembro de 2013

QUARENTA ASSASSINADAS



Cheguei a Lisboa às 10 H, vinda  no barco que atravessa o Tejo, e cruzei o vasto Terreiro do Paço, varandim aberto sobre o belíssimo Mar da Palha , maravilhada com a luminosidade  que sempre nos acolhe , especialmente em dias frios e solarengos como o de hoje.
 
Olhei o branco Arco da rua Augusta, a pensar que terei de  ir até ao seu miradouro munida de máquina fotográfica.
 
Quando entro na artéria fico chocada porque deparo, a começar junto à placa aí de cima,  com sacos negros em fila no chão e associei-os imediatamente às inúmeras tragédias que recebemos pela televisão onde os corpos sem vida são recolhidos em invólucros destes.
 
Sabendo, porém, que nada  acontecera para tal, percebi que era algo simbólico.
 
E assim era: foi a maneira que a APAV encontrou para (nos) lembrar as quarentas mulheres assassinadas em 2013 pelos homens que amaram, em quem confiaram e que, afinal, lhes roubaram a vida!
 
É que se comemora hoje o Dia Contra a Violência de Género, em memória das três irmãs Mirabal mortas pela ditadura de Rafael Trujillo.
 
Paz às vítimas!
 
Justiça seja feita e que os criminosos respondam pelos seus crimes!

34 comentários:

  1. Justiça mesmo! Como precisa! beijos,chica

    ResponderEliminar
  2. Justila, tem mesmo que haver justiça...mas como acreditar se se absolve um rapaz que esfaqueou a namorada dezenas de vezes porque não tinha intenção de a matar?!

    Faz-me lembrar o quadro (que já vi ao vivo ) da pintora mexicana Frida Khalo...

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  3. Sem palavras!!
    Faça-se justiça, pesada!

    beijo
    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

    ResponderEliminar
  4. Quem paga?
    Aí em Portugal os crimes são punidos? Aqui no Brasil só pobre e negro vão pra cadeia.
    Os vilões ricos matam suas esposas, ficam doentinhos e quando cumpre prisão é em regime aberto, isso quando não fogem para seus paraísos fiscais.
    Eu não mando nem na minha vida, mas se mandasse eu mudaria a Constituição e reformularia numa bem severa.
    Obrigada
    Lua Singular

    ResponderEliminar
  5. Esta batalla hay que ganarla, querida amiga. Besos.

    ResponderEliminar
  6. Olá São!
    Parece que o ser humano não evolui, antes pelo contrário...retrocede em muitos aspectos! Este é um deles!
    é bom não esquecer as vítimas e punir severamente os criminosos.
    abraços.
    M. Emília

    ResponderEliminar
  7. Que triste São
    muito chocante e uma manifestação doída que não sei se gostaria de presenciar.
    Obrigada ,por nos tocar com seu olhar atento e suas palavras reflexivas,
    abraços

    ResponderEliminar
  8. Repito o comentário que já antes fiz - E aqui continua a tese que as situações de violência doméstica não devem ser crime público.
    Deve ser tudo resolvido na harmonia do lar.
    Ao murro e pontapé, claro :(

    ResponderEliminar
  9. Chocam estas imagens de mulheres ou de homens amachucados por outros homens. Mundo louco que provoca a destruição dos seres humanos.
    Mentes forjadas para mutilar e fazer sofrer aqueles e aquelas que nasceram com direitos iguais.

    Quando vejo isto penso que em muitos casos a educação falhou na escola na sociedade e na família...
    Noutros casos parece que as personagens desenvolveram apenas partes animalescas sem alma nem razão.

    ResponderEliminar
  10. Como é possível esta situação! Urgentíssimo alterar mentalidades, alterar leis, castigar quem destrói vidas...

    ResponderEliminar
  11. Como mulher, estou inteiramente do teu lado nesta homenagem àquelas que tombaram porque acreditaram até ao fim que o "seu companheiro" poderia mudar...
    Bjs.

    ResponderEliminar
  12. O pior mesmo é essa dependência que impede a mulher, que é vítima, de se libertar do agressor.

    Infelizmente, temos, em Portugal, uma Justiça (?) que absolve um homem que agrediu a mulher e afilha, porque não tinha consciência do que estava fazendo; deixa em liberdade o rapaz que esfaqueou a namorada dezenas de vezes , porque não teve a intenção de a matar; um juiz do Supremo face à violação de duas raparigas acha que foram imprudentes, pois deviam saber que estavam no feudo do macho lusitano!

    Abraço

    ResponderEliminar
  13. Concordo de todo, mas acho que tal mudança não está para breve. Desgraçadamente!

    Beijo, JUSTINE

    ResponderEliminar
  14. Caro LUÍS, fui profissional de Educação desde os 20 aos 55 anos e desempenhei todos os cargos que se podem desempenhar na área , exceptuando o de ministra ou similar.

    Desgraçadamente, a educação não tem a força que , geralmente, nós pensamos. Claro que ajuda e que o exemplo é muito importante, mas o principal peso vem da própria personalidade individual.

    É , realmente, muito triste ver um mundo em que os direitos nºao são respeitados e em que a principal violência recai sobre a Mulher.

    Bom resto de dia, amigo

    ResponderEliminar
  15. Não deve ser considerado crime público , em Macau?! Incrível!

    Quer dizer, continua actual e em vigor o velho ditado português "Entre marido e mulher , não metas a colher" e, certamente, a polícia também diz à vítima que se vai queixar o que aqui dizia: "Se o seu marido lhe bateu, alguma coisa assenhora fez!"

    Deus nos valha, PEDRO!!

    ResponderEliminar
  16. LIS, não foi algo agradável de ver, mas compreendo totalmente a intenção .Inclusivamente , ao pé de cada saco estava o nome da mulher e o motivo porque o homem a tinha assassinado.

    Queiramos ou não, as coisas acontecem e assim, ao ver aqueles quarenta sacos no solo, a noção é mais clara acerca do mal que se abate sobre a Mulher.

    Grato abraço

    ResponderEliminar
  17. MARIA EMÍLIA, concordo, mas estou a ficar muito desanimada com a actuação da Justiça portuguesa, a sério!

    Depois de tudo isto,ainda há quem diga que não é necessário ser (-se) feminista, imagine-se!

    Eu sou-o desde jovem e sê-lo-ei até morrer. Mas que fique claro que não pretendo um machismo de sinal contrário: pretendo a igualdade de direitos e de oportunidades entre os sexos.

    Beijinhos reconhecidos

    ResponderEliminar
  18. Querido amigo mio, sim temos qua a ganhar, mas tem sido grande o retrocesso...

    Besos, PEDRO

    ResponderEliminar
  19. Também acho que a Justiça deveria actuar com mão de ferro nestes casos, mas parece que cada vez mais o faz com mão de veludo...e , nalguns casos, até são juízas , imagine-se!!!

    Bom fim de dia, CIDÁLIA

    ResponderEliminar
  20. São, passei para dar um oi.
    Super Beijos da Tatá!!!

    ResponderEliminar
  21. Oh, minha querida, é sempre uma alegria te ver por aqui.

    Beijinhos agradecidos e retribuídos, rrss

    ResponderEliminar
  22. DORLI, aqui é mais ou menos igual : só as famílias pobres respondem em justiça por maus tratos conjugais ou sobre as crianças.

    É um pouco como com a toxicodependência e os chamados crimes de colarinho branco.Infelizmente, só as classes mais baixas são incomodadas.

    Frato beijo

    ResponderEliminar
  23. Oi São
    Obrigada pelo comentário, hoje não quis pensar em tristezas, só ilusão. Beijos
    Lua Singular

    ResponderEliminar
  24. Fez bem, pois sonhar faz bem, rrrss

    Abraço grande

    NOTA:
    SE não quiser comentar no mesmo post duas vezes, pode espreitar o meu blogue: "são"

    ResponderEliminar
  25. A luz de Lisboa é fascinante. Também passei por lá e fiquei impressionado co o que vi na Rua Augusta. Não por ser novidade, apenas por ser crú.
    Dia bom!

    ResponderEliminar
  26. Sim, foi isso mesmo que achei: foi atirarem-nos a realidade crua à cara.Saber, já sabia pelas notícias, claro.

    Lisboa é uma cidade linda , com uma luminosidade que maravilha e com este estuário do Tejo que éum encanto!

    Meu amigo, dorme bem

    ResponderEliminar
  27. Concordo com um comentário que foi postado acima. A humanidade, o seu sentir, pouco mudou. É ver igualmente, o que se passa nos campos de futebol. Parecem selvagens a ulular. A humanidade ainda não aprendeu que ninguém é dono de ninguém e cada um é livre para escolher o seu destino.
    Gostei do teu artigo.

    ResponderEliminar
  28. Lei Maria da Penha neles! kkkkkkk

    Mas, dai para esperar justiça, bom ai só se for divina! kkkk

    Aí como cá a violência contra a mulher é algo assustador, repare...

    O Sibarita

    ResponderEliminar
  29. A Violência Doméstica é um verdadeiro flagelo! Embora também haja homens vítimas de violência doméstica , o número descrito de mulheres vítimas desta violência é muito maior . Só não percebo é porque é que estas vítmas não se separam imediatamente do companheiro /companheira !

    ResponderEliminar
  30. Verdade a impunidade está crescente por cá...como disse minha querida Dorli.
    Esperamos por justiça...por essas mulheres que viveram acreditando no amor!!!
    Abraços a ti querida.

    ResponderEliminar
  31. Olá, BENÓ!

    A Humanidade é ainda selvagem sob uma capa de verniz, que por vezes se quebra com extrema facilidade.

    Para cúmulo esta situação actual da Economia e da Política está a fazer.nos retroceder a tempos que pensámos não ser possível regressarem.

    E as televisões em vez de instruírem, embrutecem o povo.

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  32. SIBARITA, vocês ainda têm essa lei Maria da Penha( que talvez nem seja muito aplicada), nós aqui oficialmente temos alguma protecção, mas nem tanta quanta a necessária.

    Uma maneira de "proteger" a mulher é de lhe dar um telemóvel para chamar a polícia.

    Estás a ver a cena: o homem ameaça e agride mesmo e a mulher diz-lhe para esperar , que vai telefonar à polícia,,,

    Abraços, meu amigo

    ResponderEliminar
  33. Sim, alguns homens também são vítimas de violência doméstica, mas mais a nível psicológico.

    As mulheres são em número muito maior e sofrem especialmente de violência física.

    Quanto à não separação tem a ver com muitos motivos.

    E num dos sacos negros (aliás todos eles estavam identificados e com a razão do assassínio e quem tinha assassinado) o motivo do assassino foi mesmo o de não aceitar a separação pretendida pela mulher.

    Beijinhos, HÉLIA.

    ResponderEliminar
  34. Gosto de te ver por aqui e espero que regresses sempre, LIA.

    Desgraçadamente, a impunidade também existe em Portugal, principalmente nas classes altas. Aliás, o mesmo se passa com maus tratos a crianças e adolescentes.

    Beijinhos, muitos

    ResponderEliminar

Grata pela vinda!

Não saia sem comentar: a sua opinião importa
(-me).

E volte, em paz...