Catarina Eufémia nasceu em Baleizão (Alentejo) a 13/2/1928 e aí morreu em 19/5/ 1954, assassinada com um tiro à queima-roupa por Carrajola, guarda republicano, que momentos antes a esbofeteara. Tudo começou porque se pretendia melhoramento de jorna e o grupo de mulheres foi interceptado pela Guarda Nacional Republicana.Na troca de palavras , Carrajola acaba por afastar as pernas do filho de Catarina , que ela tinha ao colo, encosta-lhe a arma ao corpo e dispara . A versão oficial foi a de que o mecanismo da arma não estava bem calibrado e disparou fortuitamente. Foi uma dos milhares de vítimas da ditadura de Salazar. Infelizmente , ainda há quem duvide de que a morte de Catarina tenha mesmo acontecido. E, por arrasto, até há quem considere que , afinal, a ditadura tem mais de invenção do que de realidade. José Afonso, outra vítima da ditadura, dedicou-lhe uma canção. Temos a obrigação de não deixar esquecer o horror e as vítimas que Salazar e Caetano provo...