OMAR AL AKKAD : " UM DIA, SEMPRE TEREMOS SIDO TODOS CONTRA ISTO"
"Um Dia , Sempre Teremos Sido Todos Contra Isto" é o título do livro do premiado jornalista egípcio Omar El Akkad sobre a ocupação da Palestina e o genocídio dos palestinianos por Israel. Viveu a infância no Qatar, a adolescência no Canadá e vive há décadas nos EUA.
É um livro com dez capítulos divididos por somente cento e cinquenta e oito páginas , mas causa enorme impacto em quem o lê. Porque é um livro muito duro sobre Israel, obviamente, mas também sobre o dito Ocidente.
O que ressalta é o repúdio da crueldade sionista e a profunda desilusão com os EUA e a Europa e com a sua cínica duplicidade de critérios .
Não é de leitura fácil, mas recomendo vivamente.
EXCERTOS:
- " Para preservar os valores do mundo civilizado, é necessário atear fogo a uma biblioteca. Fazer explodir uma mesquita. Incinerar oliveiras. Vestir a lingerie de mulheres que morreram e depois tirar fotografias. Arrasar universidades. Saquear jóias, arte, bancos, comida. Prender crianças por apanharem legumes. Abater crianças por atirarem pedras. Exibir os capturados em roupa interior. Partir os dentes de um homem e enfiar-lhe um piaçaba na boca. Soltar cães de combate sobre um homem com síndroma de Down e depois deixá-lo morrer. Caso contrário, o mundo não civilizado poderá vencer."
_ " No segundo fim de semana de Fevereiro de 2o24, o corpo em decomposição de Hind Rajab, de cinco anos , assassinada por militares israelitas, é encontrado num carro com a família, ao lado de uma ambulância queimada que fora enviada para a resgatar. Mais tarde, uma investigação independente encontrará 355 buracos de bala no automóvel onde estava Hind."
-"Em Toronto, uma manifestação marcha (... )Alguém sobe ao andaime do lado de fora do Hospital Mount Sinai, agita uma bandeira palestiniana. No prazo de um dia, tanto o primeiro-ministro do Canadá (...) como vários outros políticos do país emitem declarações de condenação, acusando os manifestantes de anti-semitismo e deixando claro que os hospitais são locais sagrados, de cura. (...)
Nenhum destes políticos emitiu qualquer condenação da aniquilação dos hospitais de Gaza, que, aparentemente, na concepção ocidental, não são locais de cura . Os danos que isto causa têm sido evidentes há meses, no número crescente de médicos, doentes e civis assassinados que procuravam refúgio nos não-hospitais do não-mundo.
Perto do recinto do Hospital Al-Shifa , em Gaza, nos dias que se seguiram a um cerco israelita, são descobertas valas comuns, com os corpos lá dentro amarrados com braçadeiras de plástico."

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