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"UMA BONITA IDADE "
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Completo sessenta e oito anos hoje (22 de Setembro de 2017). Não me perguntem como passou o tempo, porque não sei.Desconheço especialmente o motivo porque voou a uma velocidade supersónica. Há o hábito, para mim detestável, de se dizer que se "está numa bonita idade". Sempre me irritou ouvir esta frase. Agora referida a mim, mais ainda, obviamente. Não existem idades bonitas, mas sim , pura e simplesmente, a Vida com todas as suas fases. E todas essas etapas têm características agradáveis e outras que nem por isso. Temos que saber viver e , portanto, adaptar-mo-nos ao período que atravessamos na altura. O que significa este dislate de "bonita idade"? Que somos velh@s como Matusalém e já deveríamos ter morrido há muito tempo ?!.... De que serve ser jovem e ter gravíssimos problemas de saúde?!Rigorosamente de nada !! E nós temos uma vantagem : vivemos o tempo suficiente para adquirir alguma sabedoria. Infelizmente, a velhice...
Accademia del Piacere, Fahmi Alqhai y Arcángel Las idas y las vueltas
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BARCELONA
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Barcelona, minha cidade-paixão, sofreu hoje um ataque directo e violento em pleno coração. Les Rambles ( tanta vez as percorri deliciando-me com a sua vibração, a sua vida , a sua cor, onde tudo é possível - até dois homens nus subindo calmamente para a Praça da Catalunha, sem ninguém se escandalizar ou os insultar) foi vítima de um atentado terrorista à la mode : uma carrinha avançou em velocidade e ziguezagues matando treze pessoas e ferindo mais de cem. A tristeza cobre-a e a mim também. Paz para quem partiu ! Solidariedade para quem ficou e sofre!
MATANÇA DE BADAJOZ
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A 14 de Agosto de 1936 a coluna militar comandada pelo franquista Juan Y. Blanco toma Badajoz, no contexto da Guerra Civil Espanhola. Foi o culminar da sua vinda desde Sevilha, deixando atrás de si um doloroso rasto de assassínios, saques e devastação. Imediatamente após a entrada na cidade, as tropas revoltosas da facção de Franco começaram um massacre brutal e sem tréguas da população civil. O cemitério, as ruas e a praça de touros ficaram a transbordar de cadáveres. O jornalista Mário Neves, então com 24 anos e correspondente do "Diário de Lisboa", escreveu em 17 de Agosto aquela que seria a sua derradeira crónica denunciando a barbaridade do que estava a ser feito na cidade da Estremadura e desmascarando também a falsa neutralidade portuguesa, pois a polícia devolvia os fugitivos - sabendo perfeitamente qual o seu destino . A crónica não chegou a ser publicada, porque Salazar não o permitiu e o jornalista teve problemas...