sexta-feira, 4 de setembro de 2020

CITAÇÃO - KALU RINPOCHE

" A pessoa que decide que já sofreu o suficiente e deseja que lhe permitam morrer encontra-se numa situação que não é possível designar por virtuosa ou não virtuosa.

Não podemos censurar ninguém por tomar uma tal decisão e não se trata de um acto karmicamente negativo , pois é apenas o desejo de evitar o sofrimento, aspiração fundamental de todos os seres vivos.

Por outro lado, também não é um acto particularmente virtuoso...

Em vez de ser um desejo de acabar com a vida, é o de terminar o sofrimento.

Assim, será talvez um acto neutro a nível kármico."


                                                               KALU RINPOCHE

                                      (" O LIVRO TIBETANO DA VIDA E DA MORTE")

18 comentários:

  1. Cada uno debería poder decidir libremente sobre su vida.

    Besos.

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    1. Totalmente de acordo contigo: a morte faz parte da vida e se eu decido a minha vida , tenho o direito de decidir a minha morte !!

      Te abraço, amigo mio.

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  2. Não é fácil opinar sobre o assunto mas acho que as pessoas têm o direito de tomar essa opção.

    Abraço

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    1. Desde jovem que defendo o direito da pessoa decidir da sua vida e, consequentemente, da sua morte... e o Estado tem o dever de lhe proporcionar isso.

      Quem quiser sofrer até à morte natural está no seu direito, mas não podem ter a veleidade de querer obrigar as outras pessoas a seguir as suas opções.Até porque eu também não tenho essa pretensão.

      Beijinho, bom domingo.

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  3. Um tema que será, eternamente, muito discutível. Talvez seja um livro "entretido" de ler.
    .
    Tem há um dia feliz
    Cumprimentos

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    1. MUito discutido, sim, será sempre, creio.

      Porém, ninguém pode obrigar ninguém a viver e /ou a morrer segundo as suas próprias escolhas.

      Quanto ao livro, será bom ter alguns conhecimentos de budismo antes de o ler.

      Abraço poético

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  4. Um tema difícil de opinar_ humanamente complexo.
    Estou acompanhando um amigo há 18 anos com a esposa em coma,o que é inacreditável não preferir que os aparelhos sejam desligados.Mas, é também compreensível. Enfim,cada um vai ter que lidar com o sofrimento da forma que couber e entender.
    Gosto dos livros tibetanos.Trás sempre uma luz.

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    1. Não julgo ninguém, mas para mim existem situações mais dolorosas e piores do que a morte .

      Não seria capaz de impedir alguém de partir como não seria capaz de obrigar alguém a partir.

      Eu já fiz meu Testamento Vital e , dado o meu estado de saúde ( que piorará muito no futuro ) quero, sim, decidir quando e como morro.

      O budismo é muitissimo apaziguador

      Beijinho e tudo de bom

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  5. Abordar este assunto é controverso. Cada Ser sente um Caminho único, apenas seu, sem que devamos opinar sem "ferir" o seu direito individual.
    De qualquer modo, um bom pensamento.


    Beijo
    SOL

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    1. Opinar podemos , creio, desde que respeitemos a decisão do Outro.

      Não podemos é impor o que quer que seja, pois cada pessoa é que decide face à maneira como vive e enfrenta determinadas situações.

      Beijo

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  6. Muy querida amiga sao.

    Admiro tu profunda reflexion y coincido contigo cuando afirmas que tal determinación quizás sea un acto kármico neutral.

    Recibe mi abrazo pleno de carino y amistad.

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    1. Meu querido Ricardo, que bom estarmos de acordo.

      Parece-me impossível que a Entidade Suprema que nos criou queira o nosso sofrimento e nos castigue por o evitarmos, sem que isso prejudique ninguém.

      Te abraço com muito carinho, amigo mio

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  7. Foi tema da minha dissertação no final do estágio de advocacia.
    Retomado depois pelo meu pai enquanto estudante de Filosofia.
    A eutanásia não me mete impressão.
    A distanásia sim.
    Boa semana

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    1. Sim , a obstinação médica também me aflige e por isso já fiz o meu Testamento Vital.

      Quem quiser suportar o sofrimento até à morte natural está no seu direito, só que não pode exigir que eu faça o mesmo!!

      Boa semana

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  8. Um tema que me remeteu para o caso do actor Pedro Lima...
    Como se costuma dizer... só quem está dentro do convento, é que sabe o que lá vai por dentro...
    Não haverá mesmo nada a julgar! É uma escolha... como tantas outras, que cada um entende fazer... ao abrigo do seu livre arbítrio...
    Beijinhos! Continuação de uma boa semana!
    Ana

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    1. O que me irrita nesta questão é a arrogância de quem quer sofrer até morrer de morte natural e pretende que as outras pessoas sejam obrigadas a fazer igual.

      Eu sou desde sempre a favor do exercício do livre arbítrio seja em que matérias for e eu quero eutanásia /suicídio assistido , mas nunca me passou pela cabeça obrigar quem quer que seja a ter a mesma opção.

      Grande abraço, Ana, tudo de bom.

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