"RIFQA" _ MOHAMMED EL-MURD
Rifqa significa em árabe amizade e era o nome da avó do escritor, que lhe dedica o livro : era, quando morreu em 2020, mais velha do que o Estado de Israel e sobreviveu à Nakba imposta aos palestinianos pelos judeus em 1948.
Os poemas que Mohammed El-Murd escolheu para este seu livro de estreia são de denúncia e resistência contra a ocupação de território palestiniano pelos colonos judeus e a limpeza étnica ( e , actualmente, genocídio) levada a efeito em Gaza, Cisjordânia e Jerusalém .
Nasceu em 1998 no bairro de Sheik Jarrah e discursou nas Nações Unidas em Novembro de 2021 no Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano e sua irmã Muna El-Kurd é , como a avó de ambos e ele próprio , uma lutadora activa pela causa palestiniana.
Gostei de ler o livro, mas, sinceramente, penso que a poesia deve ser sempre lida na Língua original.
Recomendo a leitura , pelo testemunho dolorido de uma vítima real e respectiva família enfrentando o racismo , a intolerância e a perseguição brutalmente imposta pelos judeus sionistas ao povo palestiniano desde sempre.
EXCERTO
"Jerusalém - mulher,
da cor das azeitonas e com azeitonas para vender,
morde uma barra de metal num posto de controlo militar.
Um oceano transborda, desvairado.
Mulheres que não são parteiras nem enfermeiras
andam à volta dela,
tornam-se deusas, criando água quente e tesouras.
A voz dela é tonitruante quando canta :
> Possa Deus livrar-nos do vosso punho e livrar-nos das vossas balas <
O soldado diz-lhe que a hipótese de uma ambulância
é nula, a passagem exige uma autorização.
As mulheres, cheias de fúria e trémulas,
dizem-lhe para fazer força.
Ela dá à luz uma ameaça à segurança :
a primeira coisa que vê é o buraco de uma bala"

Muy sentido y sensible poema, mi gran amiga Sao.
ResponderEliminarQuerido Ricardo, este sentido e sensível poema, como bem dizes, mostra plenamente o terrível sofrimentos do povo palestino que começou em 1948 e que está se aprofundando em cada dia.
EliminarMeu estimado amigo, caloroso abraço.
Parece un libro muy duro e interesante. Te mando un beso.
ResponderEliminarTens razão : é muito interessante e mostra bem a tragédia palestina.
EliminarBeso, bom domingo :)
No lo conocía.
ResponderEliminarAhora sí.
Gracias.
Também só o conheci muito recentemente.
EliminarBeso.
Um poema que é um grito de revolta e de procura da liberdade!
ResponderEliminarAbraço
Será assim tão difícil de perceber que os palestinos têm direito a viver em paz num país deles ???
EliminarAbraço
Olá, amiga São.
ResponderEliminarNão conheço o livro. No entanto, pela breve introdução que aqui partilhas é de certeza uma excelente leitura.
Ótima sugestão aqui nos deixas, estimada amiga.
Deixo os votos de um bom fim de semana, com tudo de bom.
Beijinhos, com carinho e amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Vale a leitura, sem dúvida.
EliminarUma denúncia vibrante do sofrimento que os judeus estão causando há décadas naquela região, sem respeitarem os direitos dos palestinos.
Carinhoso abraço, meu querido amigo.
Bom e belo Domingo em harmonia São *,~`)
ResponderEliminarBeijinhos.
Grato abraço, João, igualmente :)
EliminarImpossível imaginar sobreviver naquele cenário dantesco
ResponderEliminarDeve ser uma situação infernal , verdadeiramente insuportável...
EliminarObrigada por dar a conhecer! 👏😘
ResponderEliminarGrato abraço pela sua presença, Gracinha.
EliminarUm poema duro, que revela a força de um povo que resiste em viver apesar da opressão.
ResponderEliminarObrigada pela partilha.
Beijinho e ótimo final de domingo, São.😘
Lamentavelmente e , para mim, incompreensivelmente existem pessoas que apoiam Israel e defendem o extermínio dos palestinos invocando crenças religiosas e falsos "direitos históricos ".
EliminarAbraço, Elisa, boa semana.
Olá São
ResponderEliminarVim aqui te visitar e gostei muito.
Aparece lá no meu blog
Vou ficar muito feliz.
Abraço bom domingo
Grato abraço pelo apreço e pelo convite.
EliminarVolte sempre, gostarei muito.
Boa semana :)
E boa Semana em toda a harmonia São, beijinhos ´,~`)
ResponderEliminarGrato abraço , João, igualmente :)
EliminarOs palestinianos, infelizmente, têm muito que contar e chorar.
ResponderEliminarBoa semana minha amiga.
Um abraço.
Seria justo que escrevessem e fizessem sobre o seu sofrimento tantos filmes e documentários como ainda hoje se fazem sobre o holocausto.
EliminarMeu amigo, forte abraço e excelente semana.
São que bom saber que você gostou de ler, é importante ler livros como esse sobre o racismo, perseguição, desejo uma feliz segunda-feira bjs.
ResponderEliminarBem vinda!
EliminarÉ sempre importante denunciar as injustiças que existem , principalmente as que afectam pessoas inocentes .
Grato abraço, boa semana, Lucimar.
Não conheço o autor. Fiquei com curiosidade. Obrigada.
ResponderEliminarTudo de bom.
Um beijo.
É uma leitura que vale a pena, principalmente pelo testemunho dos horrores infligidos pelos judeus aos palestinos sem que seja sequer sancionado.
EliminarRenovo os parabéns pelo aniversário do teu primeiro livro , de cujo poema que escolheste gostei muito .
Beijinho, Amiga, boa semana :)
Hola, Sào.
ResponderEliminarHe leído varios sobre el tema, este no.
Muchas gracias.
Un beso.
É interessante, mas . como disse, a poesia perde sempre na tradução.
EliminarDe qualquer modo , vale pelo tema.
Besos.